Kriterion: Journal of Philosophy 61 (146):481-500 (2020)

Authors
Marco Rampazzo Bazzan
Universidade Federal do Espírito Santo
Abstract
RESUMO O objetivo deste artigo é ressaltar o impacto das manifestações dos sans-culottes nas ruas de Paris entre 1792 e 1794 e da politização do debate público sobre a ideologização de Rousseau. De fato, no teatro da Revolução Francesa a mobilização do povo parisiense representa a referência “real” das discussões e polêmicas que se desenvolvem acerca da soberania e expressão da vontade popular. A este respeito, as divergências na teoria e na publicística lidam basicamente com a questão da legitimidade, da oportunidade e dos efeitos possíveis da ação desse povo - que ocupa as ruas de Paris - sobre os destinos das nações e as formas constitucionais dos Estados europeus. Assim, estes debates desenvolvem-se produzindo confrontações, fraturas e cisões, inclusive no interior da sociedade jacobina, marcando sua radicalização em nome de “Jean-Jacques”. O eco desta identificação reverbera até hoje. Sendo assim, esta experiência continua influenciando nosso imaginário da política, sobretudo em momentos de crise. ABSTRACT This paper aims to analyze the effects of sans-culottes movement and that of politicization of the public sphere during the French Revolution on Rousseau ideologization. Thus, the mobilization of Parisian people represented the real material reference for all discussions on popular sovereignty and expression of popular will. The front line was produced by different interpretations on the legitimacy, opportunity, and possible effects of such mobilization on European Nations’ destinies and their constitutional assets. The development of such debates produced confrontations and scissions within the Jacobinist movement. Jacobinism radicalization was conceived and developed “in the name of Jean-Jacques”. The echo of Jacobinist identification with Rousseau still reverberates in our imaginary. Thus, this experience is still influencing our way of thinking politics. That is the reason why Rousseau comes back on public discussion in times of crisis.
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DOI 10.1590/0100-512x2020n14610mrb
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