O Tratado da Oração de Orígenes

Revista Portuguesa de Filosofia 64 (1):137 - 152 (2008)
  Copy   BIBTEX

Abstract

Orígenes não foi só um teólogo criativo e inspirador, e o primeiro a redigir uma obra vasta e organizada, mas foi antes de mais um mestre de vida espiritual O testemunho de seus discípulos e comentadores mostra-o como um homem de Deus, intérprete da Palavra divina, trabalhador paciente no ensino e na escrita, austero e vivendo na oração. Não é de estranhar, pois, que o primeiro tratado cristão sobre a oração seja de sua autoria. Nele Orígenes discute os vários modos de orar, a finalidade da oração e os objectivos de quem ora, o que e como se deve pedir, os benefícios, e o que se pode esperar da oração. A segunda parte do tratado é um comentário pormenorizado às palavras da oração do Senhor, procurando nelas o sentido alegórico e espiritual. O que perpassa todo o tratado é que ele é de certo modo uma base textual para definir algo mais importante: a vivência cristã; mas Orígenes o faz sem abdicar da argumentação e do método expositivo, empregando inclusive opiniões dos filósofos, e recorrendo explicitamente ao aristotelismo. /// Origen was the first Christian theologian to write a large and complex work on every aspect of the Christian message, but besides that and most of all he was a master of spiritual life. The testimony of his disciples and commentators presents Origen as a man of God, an interpreter of Divine Word, a patient worker as a teacher as well as a writer, austere and on continuous prayer. It would be expected that he should be, as he actually was, the first Christian to write a complete treatise on Prayer, where he deals with the different ways of praying, the prayer's very objectives and purposes, what should a man expect as a benefit and results of his prayer, and how and what to pray. The second part of Origen's treatise is a commentary on the words of the Lord's Prayer, looking for its allegoric and spiritual meanings. What seems to underlay the entire Treatise is an explanation of the Christian way of life, and Origen does it largely applying the methods of critic argumentation, eventually calling for the Philosophers opinions and explicitly using aristotelian theories.

Links

PhilArchive



    Upload a copy of this work     Papers currently archived: 91,252

External links

Setup an account with your affiliations in order to access resources via your University's proxy server

Through your library

Similar books and articles

Bernardus Philosophus.Wim Verbaal - 2004 - Revista Portuguesa de Filosofia 60 (3):567 - 586.
Wozu Philosophie - und obendrein christlich?Jörg Splett - 2004 - Revista Portuguesa de Filosofia 60 (2):393 - 412.
Bernard of Clairvaux on the Nature of Human Agency.Colleen McCluskey - 2008 - Revista Portuguesa de Filosofia 64 (1):297 - 317.
The Rationale for a Catholic Philosophy: According to Maurice Blondel.Oliva Blanchette - 2004 - Revista Portuguesa de Filosofia 60 (2):329 - 348.
Oração em louvor da Filosofia.Mário Martins - 1962 - Revista Portuguesa de Filosofia 18 (4):369 - 378.
Para uma Leitura do Itinerarium mentis in Deum de S. Boaventura.Luis Alberto De Boni - 2008 - Revista Portuguesa de Filosofia 64 (1):437 - 463.
Heidegger oggi: Dall'essere-nel-mondo all'essere-alla-vita.Eugenio Mazzarella - 2003 - Revista Portuguesa de Filosofia 59 (4):1241 - 1252.
Pierre Duhem: Un savant-philosophe dans le sillage de Blaise Pascal.Jean-François Stoffel - 2007 - Revista Portuguesa de Filosofia 63 (1/3):275 - 307.
Identidade cristã e filosofia.Virgilio Melchiorre - 2004 - Revista Portuguesa de Filosofia 60 (2):413 - 432.

Analytics

Added to PP
2011-05-29

Downloads
24 (#624,411)

6 months
2 (#1,182,310)

Historical graph of downloads
How can I increase my downloads?

Citations of this work

No citations found.

Add more citations

References found in this work

No references found.

Add more references