Gilbert Simondon e uma filosofia biológica da técnica

Scientiae Studia 13 (2):307-334 (2015)
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Abstract

ResumoO presente artigo visa mostrar o significado da filosofia biológica da técnica em Gilbert Simondon. Essa rubrica coloca em ação uma leitura da filosofia da técnica do filósofo francês como uma ontologia regional no interior de sua ontologia geral ontogenética, que, nesse regime específico, baseia-se em um modelo do orgânico. Para tanto, mostraremos que a individuação dos objetos técnicos, sua concretização marcada pela superdeterminação funcional, obriga-nos a pensá-los em sua organicidade e desde uma organologia geral. Ademais, os conceitos de adaptação e de ambiente associado também contribuem enquanto aspectos biológicos que acompanham a concepção de Simondon do modo de existência dos seres técnicos. Como resultado, veremos que quanto mais concreto e adaptado - na série de sua evolução específica -, mais o objeto técnico se aproxima da individualidade propriamente biológica. Essa aproximação não terá, entretanto, o sentido de uma assimilação completa entre o técnico e o orgânico. Na autoprodução vital, permanece sempre um resto para além do maquínico, cuja demonstração é erigida por Simondon, por fim, com a ideia de uma origem vital absoluta dos objetos técnicos enquanto "mutação orientada". Apontaremos que tal origem não tem base meramente humana, mas se estende também para outras esferas do domínio vital.The present article aims to show the meaning of the biological philosophy of technique in Gilbert Simondon. This concept puts into action a reading of the French philosopher's philosophy of technique as a regional ontology within his ontogenetic general ontology, which in that particular scheme is based on an organic model. We will elaborate this to show that the individuation of technical objects, their concretization marked by their functional overdetermination, forces us to think of them in its organicity and from a general organology. Moreover, the concepts of adaptation and associated environment also contribute as biological aspects that accompany Simondon's conception of the mode of existence of technical beings. As a result, we will see that the more concrete and adapted the technical object is - in the series of its specific evolution - the more it comes closer to the proper biological individuality. This approximation will not have, however, the meaning of a complete assimilation between the technical and the organic. In the vital self-production, Simondon demonstrates that there always remains something beyond the machinical, namely, the idea of an absolute vital source of technical objects as a "guided mutation". We will show that such a source is not merely human, but also extends to other spheres of the vital domain

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